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Parir em Paz

Parir em Paz

O mundo está mesmo a mudar...

O discurso emocionado de Patricia Arquette ao receber o seu Óscar como mulher actriz secundária: “To every woman who gave birth to every citizen and taxpayer of this nation, we have fought for everybody else’s equal rights,” she said. “It’s our time to have wage equality once and for all and equal rights for women in the United States of America.”
Na conferência de imprensa que se seguiu à entrega dos Óscares, Patricia Arquette desenvolveu o seu raciocínio: "It's time for women. Equal means equal. The truth is the older women get, the less money they make. The highest percentage of children living in poverty are in female-headed households. It's inexcusable that we go around the world and we talk about equal rights for women in other countries and we don't. One of those superior court justices said two years ago in a law speech at a university that we don't have equal rights for women in America and we don't because when they wrote Constitution, they didn't intend it for women. So the truth is even though we sort of feel like we have equal rights in America right under the surface there are huge issues at play that really do affect women. It's time for all the women in America, and all the men that love women and all the gay people and all the people of color that we've all fought for to fight for us now."

Ler aqui:

http://time.com/3716813/oscars-2015-patricia-arquette-best-supporting-actress-wage-equality/

Episiotomia aumenta a risco de incontinência anal

Fonte: http://gineconews.org/jornal/2000/maio/maio2000_09.htm 
By: Signorello L, Harlow B, Chekos A, Repke J. - In: BMJ 2000;320:86 

Estudos epidemiológicos têm indicado que a incontinência anal depois de partos é mais comum do que o se presumia. Até 6 a 10% de todas as mulheres apresentam novos sintomas defecatórios no pós-parto e algo entre 13 e 20% apresentam perda de controle de flatos. Os números são ainda mais altos para aquelas com lacerações de terceiro ou quarto grau. 

Apesar das alegações dos que preconizam episiotomia de rotina de que ela ajuda a evitar relaxamento do assoalho pélvico e trauma perineal, há evidências abundantes do contrário. Algumas evidências também sugerem que a episiotomia pode aumentar o risco de lesão de esfíncter, independentemente de sua associação com parto vaginal operatório.

Para determinar se as mulheres submetidas a episiotomia têm diferente risco de incontinência anal do que as mulheres a quem se permitiu a laceração espontânea no mesmo grau, investigadores conduziram um estudo em grupo retrospectivo para estimar o risco de incontinência anal entre uma grande amostra consecutiva de primíparas. 

Todas as participantes foram retiradas de uma população de primíparas que tinham passado por parto vaginal simples a termo com apresentação de vértice no Brigham and Women's Hospital, EUA, entre agosto de 1996 e fevereiro de 1997. As mulheres foram divididas em 3 grupos: grupo da episiotomia; grupo da "laceração", compreendendo mulheres que tiveram laceração perineal espontânea de segundo, terceiro e quarto graus; e um grupo "intacto", compreendendo mulheres que não receberam episiotomia e apresentaram, no máximo, laceração perineal de primeiro grau. 

As mulheres receberam questionários 6 meses após o parto solicitando informações sobre vários tópicos, inclusive problemas no momento com incontinência fecal ou de flatos (definidas como "evacuar ou eliminar gases quando não deseja"). Foi-lhes pedido para se recordarem de quaisquer problemas até 3 meses depois do parto. As pacientes com história de incontinência anal antes do parto foram excluídas da análise. 

O peso médio das crianças no grupo da episiotomia foi significativamente mais alto do que nos 2 outros grupos (3487 g vs 3374 g no grupo laceração e 3340 g no grupo intacto; P < 0,01). A duração mediana da segunda fase do trabalho de parto foi mais longa no grupo da episiotomia (109 minutos vs 81 minutos e 57 minutos). Vinte e sete por cento dos partos no grupo da episiotomia envolveram parto vaginal operatório vs 17% no grupo da laceração e 3% no grupo intacto. 

Depois do ajuste para idade materna, peso da criança ao nascer e duração da segunda fase do trabalho de parto, as mulheres que tinham uma episiotomia tinham mais probabilidade de apresentar incontinência anal que as mulheres que não passaram pelo procedimento. Comparadas às mulheres com períneo intacto, as proporções de chances para incontinência fecal com 3 e 6 meses nas mulheres com episiotomias foram de 5,5 e 3,7, respectivamente. Comparadas às mulheres com laceração espontânea, a episiotomia triplicou o risco de incontinência fecal aos 3 meses (OR, 3,2) e aos 6 meses (OR, 2,9) e dobrou o risco de incontinência para flatos com 3 e 6 meses depois do parto. 

Para eliminar complicações do trabalho de parto e o uso de instrumental como fatores de confusão, os investigadores repetiram a análise, restringindo-a ao subgrupo de mulheres que tinham parto espontâneo não complicado e não instrumentado. Os resultados indicaram que o efeito da episiotomia não foram influenciados por sua associação com partos cirúrgicos complicados. 

Comparar especificamente mulheres com episiotomia que não se estendia (incisão cirúrgica de segundo grau) com aquelas que tinham laceração espontânea de segundo grau resultou em triplicar o risco de incontinência fecal e duplicar o risco de incontinência para flatos após 3 meses do parto no grupo da episiotomia, embora este achado não fosse estatisticamente significativo. 

Os autores concluem que a episiotomia na linha média não é eficiente em proteger o períneo e os esfíncteres anais durante o parto e é fator de risco para incontinência anal no pós-parto, independentemente de sua associação com o peso de nascimento da criança, da duração da segunda fase do trabalho de parto e das complicações do trabalho de parto. Mulheres que têm episiotomias parecem correr risco mais alto de incontinência anal do que as que tiveram lacerações espontâneas comparáveis

Massagem para evitar episiotomia

Será possível evitar uma episiotomia? 
Não estou a falar em planos de parto, ou algo que um médico ou enfermeiro pode fazer ( ou não fazer) por nós.
Há muita coisa que podemos fazer por nós mesmas! 

A massagem no períneo na gravidez pode prevenir a necessidade da episiotomia e na diminuição das lacerações que a mulher pode ter durante o parto.

 
Esta massagem é usada para ajudar no alongamento/flexibilidade e preparar a pele do períneo para o parto. 
Esta massagem não vai apenas preparar o tecido muscular do  corpo, mas vai também permitir que a mulher grávida conheça e aprenda as sensações do parto e como controlar estes poderosos músculos. Este conhecimento é um bom auxílio e uma excelente preparação para o parto.

O sentir esta região do corpo vai  ajudar a manter-se relaxada e a relaxar o períneo no parto.

INSTRUÇÕES: 

- Encontre um lugar onde possa estar sozinha (ou com seu parceiro) ininterruptamente. 
- Tente ver seu períneo com ajuda de um espelho. Toque, sinta o períneo.
- Pode usar compressas com toalhas mornas no períneo (10 minutos) ou usar um banho morno (de banheira, assento, ou chuveiro, em último caso), caso precise de relaxar. 
- Lave as mãos e peça ao seu companheiro para fazê-lo, caso ele vá ajudar nas massagens. 
- Lubrifique os dedos polegares e o períneo. Pode usar muitos tipos de lubrificantes como óleo de coco por exemplo mas qualquer óleo vegetal puro é aconselhável.
- Coloque os polegares  dentro da vagina, empurre-os para baixo e pressione para os lados. É normal sentir um leve estiramento, formigueiro , ou um leve ardor, mas nada que seja doloroso. Mantenha esse movimento por 2 minutos ou até que região fique levemente adormecida. 
- Se tem episiotomia ou lacerações prévias, esteja certa de prestar especial atenção ao tecido de cicatrização que, geralmente, não é tão estendível e onde a massagem deve ser feita mais intensamente, com cuidado. 
- Faça a massagem por dentro, e á volta da região mais externa da vagina, e na vulva com o cuidado de manter sempre a lubrificação. 
- Use os polegares para puxar um pouco os tecidos, forçando-os a abrirem-se, imagine como seria se a cabeça do bebé estivesse a fazer esse movimento na hora do parto. 
- Se o seu parceiro fizer a massagem, pode ser muito útil que use os polegares, mas não deixe de guiá-lo com suas sensações para que ele saiba qual a pressão que deve utilizar. Nesta massagem, quando está a ser feita pelas primeiras vezes, é comum que seja possível usar somente um dedo, até que a musculatura seja trabalhada e possa ser estendida. 

ATENÇÃO: 
1. Evite mexer,ou abrir, o orifício da uretra para evitar infecções urinárias. 
2. Não faça massagens no períneo se tiver lesões ativas de herpes (isso pode causar o aumento da área das lesões). 
3. Pode começar essas massagens na 34a semana de gravidez. Se já passou da 34a semana e ainda não começou, não desista! A massagem pode trazer-lhe benefícios na mesma! 
Pode de fazê-la pelo menos uma vez por dia. 
4. Lembre-se que a massagem sozinha não vai proteger seu períneo, escolher uma posição vertical para parir (de cócoras, de joelhos, sentada etc.) favorece a distribuição de pressão no períneo. Se escolher parir deitada de lado, isso também reduz muito a pressão no períneo. Deitada de costas, totalmente na horizontal, é a posição para parir em que há mais probabilidades de se provocar lacerações e necessidade de episiotomia.














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