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Parir em Paz

Parir em Paz

Maio - mês internacional da Doula

Foi com grande satisfação que li o texto da Moya sobre as Doulas... ela diz tudo o que eu gostava de dizer, mas como sou doula podia parecer "exagero" :)

Grata Moya pela tua participação no blog, que o teu testemunho sirva para ajudar as outras mulheres nas suas escolhas!

O mês da Doula é todos os meses...

Advogo a extrema importância da presença de uma Doula durante a gravidez, parto e pós-parto, não só para o bem-estar da mulher e seu bebé, mas da restante família. Uma grávida tranquila faz uma família feliz. Apesar disso, a nossa sociedade ainda não está suficientemente ciente desta realidade. Quando digo que uma doula "apoia a mãe durante a gravidez", há quem diga logo "mas isso faz a minha família/marido/mãe/irmã/...". Quando digo que uma doula "apoia a mãe e o pai durante o trabalho de parto", há quem diga que "para isso está lá o acompanhante ou o staff do hospital". Quando digo que uma doula "informa, baseando-se geralmente nas mais recentes evidências científicas", há quem diga "isso estudos há muitos".

Afinal, já se gasta tanto dinheiro em exames, e análises, e consultas, e testes...; e não há tempo para nada no meio do ciclo "trabalho-casa-trabalho", quanto mais para algo que não definem como importante: entrar em contacto com o seu bebé dentro do ventre, e com o seu corpo, de forma a experienciar uma gravidez e parto fisiológicos e naturais. (A maior parte das mulheres que conheço acha que não têm capacidade de parir, e aí está o seu primeiro e maior engano, que despoleta tudo o resto).

Conheço várias doulas (e parteiras, que por vezes também assumem esse papel). Conheço o seu acompanhamento, a sua dedicação e o seu carinho.
Poucas profissões há que necessitem de mais entrega. Afinal, quem no seu juízo perfeito se disponibiliza 24h por dia, 7 dias por semana por email/telefone/telemóvel e presencialmente a estar com cada grávida que acompanha?! A responder às suas questões, anseios, divagações, mitos e carências? A dar-lhe a força emocional (ou a ajudá-las a encontrá-la dentro de si) que todo o resto do mundo (pais, amigos, médicos, enfermeiras, colegas e às vezes até o marido) afirma peremptoriamente que elas "não têm", para gestarem, para parirem, para amamentarem?!

Descobri entretanto que uma minha prima está de esperanças. Está longe e não parece haver muitas doulas para aqueles lados. Logo aí vejo que fui uma privilegiada. Conhecemos a nossa doula ainda antes de engravidarmos. Para nós, o seu apoio foi fundamental, e é por isso que eu muitas vezes parece que tenho comissão (mas não tenho!) quando insisto para que os casais contactem pelo menos uma doula, 2 ou 3 vezes na gravidez! Não reconheço nenhuma outra profissão ou relação que possa objectivamente substituir o papel da doula. Sim, pode haver pessoas mais sensíveis para a humanização do nascimento e para o respeito pela grávida, seu acompanhante e seu bebé, mas raramente reunem todas as particularidades para as quais a doula teve formação, experiência e sensibilidade. Uma dessas particularidades que lhes é inerente (e, na minha opinião, a mais difícil de encontrar noutras pessoas) é que uma doula não julga, não força, não critica. Informa e respeita as decisões do casal.

Fico triste porque, com as evidências científicas que já existem hoje de que, p.e., uma doula favorece o bom decorrer do parto ou a redução de necessidade de intervenções e analgesias, as pessoas continuam a achar que "não precisam" de uma doula. Conheço vários casos de pessoas que não tiveram o desfecho desejado para os seus partos. Acharam que não precisavam de doula, que não precisavam de plano de parto, que lhes bastava "confiar" na equipa que os atendia. Não digo que o desfecho fosse outro caso tivessem tido uma doula, mas as justificações que lhes foram dadas para inúmeras intervenções descritas não eram fortes o suficiente para tal, segundo as normas correntes, p.e. da OMS.

Por isso fico perplexa quando vejo artigos tipo o "Na melhor companhia" da revista Pais e Filhos deste mês: falam do acompanhamento da grávida, mas sem referir as doulas?!
No mês de Maio ou em qualquer mês: imperdoável...

moya
---------
http://moyinha.blogspot.com/

Maio - mês internacional da Doula

Porque estamos no mês internacional da doula, desafio a quem foi acompanhada por uma a dizer porque o fez, e como foi a experiência.

Enviem para o mail catarinapardal@sapo.pt posteriormente será publicado aqui no blog. Pode ser um texto, uma fotografia, um desenho.... sejam criativos!







Para mim ser doula é simplesmente lembrar á futura mãe a sua capacidade inata para parir os seus filhos....
Estar a seu lado, quando ela quiser, sem tomar decisões por ela...

É fazer com que todo o cenário esteja pronto, para que a actriz principal e única estrela do filme possa actuar... a futura mãe...
É estar... e não estar... é ser invisível... mas presente...

É estar de alma e coração para aquela mãe / casal fazendo com que tudo esteja perfeito e como a mãe deseja...

É ser " a mulher que serve" dando á mãe, conforto, colo, uma mão para apertar, sem servir de "muleta"

É um privilegio ser doula...

Até já!

A doula is like...

Eu e a Carina em Trabalho de Parto


"A Doula is like birth insurance - only they don't fit in your back pocket as nicely"

"A Doula is like your best friend and mom, just not the annoying mom... or all the scary birth stories from your friend"

"A Doula never gets tired... unlike your husband"

"A Doula is a walking encyclopedia of pregnancy and birth information"

A Doula is whatever you need her to be, right then. (to me) Where did you learn to read minds?"


daqui: http://wonderfullymadebelliesandbabies.blogspot.com/




E digam lá vocês... Uma Doula é como....

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