Eu não sou perfeita, erro muitas vezes com meus filhos, e o meu auto-controle não é infalível, pelo contrário! Por isso procurei informações e resolvi partilhar com vocês...
Não bater não significa deixar fazer tudo que os filhos querem, existem formas de impor limites e respeito que não são baseadas na violência. É um caminho difícil mas facilmente conseguimos ver como a mudança nas nossas atitudes tem efeito sobre a auto-estima dos nossos filhos.
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Recomendo a leitura de A auto-estima do seu filho deDorothy Corkille Briggs e
Inteligência emocional: e a arte de educar nossos filhos de J.Gottman e J. DeClaire
Existe uma confusão entre o efeito e o que se aprende de facto com as palmadas e outras agressões físicas. O sintoma que incomoda, a birra por exemplo, desaparece, a criança sente medo e pára, mas passa a ter novos sentimentos mais difíceis a enfrentar como a mágoa pela palmada, a frustração por não ser compreendido, o ressentimento por não ser ajudado pela pessoa amada, a impotência por ser mais fraco o medo de mais castigos, etc.
Que tal substituirmos a palmada pela escuta activa da criança? Encarar a raiva dos filhos de maneira construtiva ajuda-os a aceitar todas a partes de si mesmo sem julgamentos negativos, é a base da auto-estima.
PENSE 20 VEZES ANTES DE BATER
1. Bater em alguém mais fraco é em si um acto de covardia.
2. A palmada tende a ir perdendo seu efeito a longo prazo e a criança aos poucos teme menos a agressão física. A tendência dos pais é, então, bater mais e mais.
3. A palmada não resolve os conflitos comuns às relações pais e filhos: muitas das crianças que apanham, mesmo sentindo-se magoadas e amedrontadas, enfrentam os pais dizendo que a "palmada não doeu", e o que era apenas uma palmadinha no rabo, acaba numa agressão física violenta.
4. A palmada, aos poucos, pode afastar severamente pais e filhos, pois a agressão física, não faz a criança pensar no que fez, desperta-lhe raiva contra aquele que a agrediu.
5. Os danos emocionais impostos pela agressão física são geralmente mais duradouros e prejudiciais que a dor física.
6. Bater pode ser uma experiência traumática para a criança não apenas pela dor física, mas principalmente porque coloca em risco a credibilidade depositada por ela nos pais.
7. Acriança não pode sentir-se segura se sua segurança depende de uma pessoa que se descontrola e para com a qual tem ressentimentos.
8. A criança que apanha tende a verse como alguém que não tem valor.
9. Aos poucos a criança aprende a enganar e descobre várias maneiras de esconder suas atitudes com medo da punição.
10. A criança pode aprender a mostrar remorso para diminuir sua punição, sem no entanto senti-lo realmente.
11. Para a criança a palmada anula a sua conduta: é como se ela tivesse pago por seu erro, e por isso pensa que pode vir a cometê-lo de novo.
12. A palmada não ensina à criança o que ela pode fazer, mas apenas o que não pode fazer, sem que saiba ao menos o motivo. A criança só acredita ter agido realmente mal quando alguém lhe explica o porquê e quando percebe que sua atitude afecta o outro.
13. O medo da palmada pode impedir a criança de agir mal, mas não faz com que ela tenha vontade de agir certo
14. A palmada tem um carácter apenas punitivo, e não educativo; ela pode parecer o caminho mais fácil a ser seguido, porque aparentemente tem o efeito desejado pelos pais. É comum a criança inibir o comportamento indesejado por medo, e não pela convicção de que agiu de maneira inadequada.
15. Muitas das crianças que apanham aprendem a adquirir aquilo que querem através da agressão física e, não raras vezes, apresentam na escola condutas agressivas com os colegas.
16. Uma palmada, para um adulto, pode parecer inofensiva. Porém é importante saber que cada criança atribui um significado diferente ao facto de “levar umas palmadas”, podendo tornar-se uma experiência marcante em sua vida futura. Além disso, independente da intensidade do bater, o acto continua a se o mesmo: um acto de violência contra um ser desprotegido.
17. Bater é uma forma de perpetuação da “cultura da violência” tão presente nas relações entre as pessoas nos dias actuais, ensina às crianças que os conflitos resolvem-se por meio de agressão física.
18. Bater nos filhos muitas vezes acaba por gerar nos pais fortes sentimentos de culpa, o que os leva a procurar compensar sua atitude posteriormente “afrouxando” aquilo que procuravam corrigir.
19. Bater é um atestado de fracasso que os pais passam a si próprios (Zagury, 1985) porque demonstram para a criança que perderam o controle da situação.
20. O sentido da justiça está em fazer aos outros aquilo que gostaríamos que nos fizessem.Quando nós adultos agimos de maneira inadequada, não esperamos punição.
Eu já dei uma palmada a Princesa, movida pela raiva e frustração e estava muito cansada, mas não serve de desculpa... Quem ama educa mas infelizmente bater é muito mais fácil que educar...
Devemos ser o exemplo, sempre... uma criança agredida vai ser um futuro agressor...
Tento não gritar, não bater, pois acredito ser importante resolver os problemas pelo dialogo.
Ler sobre Attachment Parenting ajudou-me a estar mais ligada aos seus filhos e desenvolver a minha intuição, e ... a pedir ajuda quando estou cansada...
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Outro livro que recomendo e o Bésame Mucho do Carlos Gonzalez
Sites onde procurei informação para escrever este post
http://www.leisecacontrapalmadas.com.br/
http://www.pediatriaradical.com.br/
Recomendo também os encontros de educação intuitiva http://apilisboa.blogspot.com/ onde podem contar com o apoio da Natália Moderadora do Attachment Parenting International (Educação Intuitiva)
E vocês já bateram nos vossos filhos? Como se sentiram? Como resolvem as birras?