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Parir em Paz

Parir em Paz

Divulgo

deixo-vos o convite da Natália:

Olá a todos,

quero convidar-vos para mais uma reunião da LLL e da API (Educação Intuitiva).

Sábado, 14 de Maio 2011 em Alcabideche

Por razões de logística familiar decidi juntar as duas reuniões (LLL e EI) no mesmo dia, a reunião da LLL vai decorrer das 15.00h até as 16.00h e a reunião da Educação Intuitiva vai decorrer das 16.00h até as 17.00h.

As reuniões da LLL destinam-se a troca de experiências entre mães, tenta-se esclarecer as dúvidas existentes e fornecer informação actual e baseada em evidências cientificas sobre o aleitamento materno.

A Educação Intuitiva baseia-se na teoria da vinculação e têm 8 princípios base: http://apilisboa.blogspot.com/2008/07/os-oito-princpios-da-educao-intuitiva.html

Se puderem confirmar a vossa presença (e enviarem um nº de telemóvel para o caso de ter que contactar convosco) até dia 12 de Maio 2011 eu agradecia.

Se souberem de alguém que possa estar interessado nesta informação podem divulgar à vontade.

Se recebem este email e preferiam não recebê-lo basta enviar-me um email a pedir e eu retiro o vosso contacto da lista (espero não falhar).

Um grande abraço,

Natália
Moderadora da LLL & API (Educação Intuitiva)
Telm. 960047000

Educar com a intuição

Texto: Ana Esteves
Revista IOL Mãe http://www.mae.iol.pt/ </span></span>
</span>

Venha descobrir uma forma de educar que tem como meta o desenvolvimento de pessoas mais saudáveis e felizes - os nossos filhos. O desafio da Educação Intuitiva é ouvir mais o coração do que a cabeça. Pelo menos do que a cabeça dos outros."Educar um filho leva-nos a questionar muitas coisas. Mas nem sempre conseguimos fazer aquilo que julgamos melhor. Passar da forma como fomos educados para uma maneira diferente é um passo muito grande e exige uma reprogramação profunda. Só começamos a pensar nisso quando engravidamos. Se calhar, devíamos começar antes." Quem o diz é Natália Fialho, 36 anos, 3 filhos. Neste processo de questionamento encontrou uma filosofia de educação com a qual se identificou e que hoje representa e divulga em Portugal: a Educação Intuitiva.

Os princípios são simples: a criação de fortes laços emocionais, ou seja, uma vinculação segura, leva ao desenvolvimento de pessoas mais confiantes e felizes. Logo, a uma sociedade melhor, menos violenta, mais pacífica e saudável. A Educação Intuitiva pressupõe uma resposta pronta às necessidades emocionais da criança. E ajuda-a, assim, a desenvolver relações seguras e duradouras ao longo da vida.

O ponto de partida...
... foi a Teoria da Vinculação dos psicólogos John Bowlby e Mary Ainsworth, desenvolvida a partir do final dos anos 60. Eles mostraram que o bebé nasce com uma série de mecanismos que lhe permitem ligar-se a uma ou duas figuras de referência, normalmente a mãe e/ou o pai. A forma como decorre essa ligação vai ser determinante para todas as relações sociais do indivíduo, ao longo da vida, e para o desenvolvimento da sua personalidade.

Segundo a teoria de Bowlby, se existe na infância alguém em quem se pode confiar, que está sempre lá, que é «um porto seguro», então «os seres humanos de todas as idades são mais felizes e mais capazes de desenvolver os seus talentos».

Foi acreditando neste pressuposto que Barbara Nicholson e Lysa Parker fundaram, em 1994, a Attachment Parenting International(API). Desde logo com grupos de apoio, que divulgavam e davam suporte à passagem das teorias à prática. Na Europa o movimento está pouco divulgado, mas nos EUA é bastante divulgado e debatido. O pediatra Dr. Sears foi um dos seus percursores e continua um dos principais defensores. Também tem muitos opositores, claro. Afinal, a educação não é uma ciência exacta, como todos os pais já devem ter percebido.

Grupo de apoio em Portugal
Para Natália Fialho, a Educação Intuitiva dá respostas e ferramentas às dúvidas práticas de todos os pais: «Se só pensarmos no que não queremos fazer, é difícil fazer diferente. Não temos alternativas. Por isso os pais se perguntam tantas vezes 'o que é que eu faço agora?'»

Trata-se de ganhar consciência, mas também de ganhar descontracção. Porque um dos pressupostos é precisamente confiar nos instintos, deixar-se guiar pela intuição.
«Esta teoria não é nada de extraordinário», afirma Natália. «Acredito que é o que todos os pais naturalmente fariam se não houvesse pressões exteriores. É a forma mais natural de reagir aos nossos filhos: atender às suas necessidades. Os nossos instintos estão certos, mas às vezes estão muito enterrados, lá no fundo. Penso que muitos pais seguem os príncipios da Educação Intuitiva, sem sequer saberem que estão teorizados. Mas é bom haver um nome, uma base científica de apoio, para que as pessoas se encontrem com quem pensa da mesma forma e se sintam mais seguras nas escolhas que fazem».

Por isso, Natália criou o grupo de apoio da API em Portugal, em Outubro de 2008, que se reune de dois em dois meses. Também criou um grupo de discussão na internet e até atende telefonicamente quem precise de ajuda ou tenha alguma dúvida.

Para saber mais:
  • Links:
    www.attachmentparenting.org - onde pode tornar-se sócio e receber informação regular e a revista da API
    apilisboa.blogspot.com - onde pode saber novidades sobre o grupo de apoio da API em Portugal.

  • Livros:

    Bésame Mucho, Carlos Gonzalez, Pergaminho
    Disciplina Positiva, Jane Nelsen, Mcgraw-Hill


  • Respeitar as crianças
    «As pessoas que tentam respeitar as crianças enfrentam sérias dificuldades», afirma. «Não dês tanto colo, não dês de mamar à noite, estás a estragá-lo com mimos, chorar faz bem, deixa-o adormecer sozinho, eles têm muitas manhas, isso não é fome é mimo... são frases comuns que traduzem a forma como na nossa sociedade é regra educar uma criança. O objectivo principal é a independência, a autonomia, como se fosse suposto uma criança tornar-se independente na primeira infância», aponta Natália.

    «É suposto uma criança ser dependente e prefiro que seja dependente de mim do que de alguém que eu não conheço. Além disso, a independência tem de vir da segurança interior e essa só se consegue com o tempo e com respostas positivas às necessidades de um bebé. Não está previsto pela natureza uma criança de três anos sair para caçar quando tem fome! É natural que sejam dependentes!».

    Respeitar as crianças é fácil se fizermos o exercício de nos pormos no lugar delas. E se conseguirmos lembrar-nos da nossa infância. «Baixarmo-nos para conversarmos olhos nos olhos, ouvirmos o que nos dizem, em vez de ditarmos ordens de cima, será um bom princípio», aconselha Natália.

    Dentro da sua realidade e do seu dia-a-dia, cada mãe / pai pode retirar da Educação Intuitiva aquilo que se insere nos seus valores, aquilo que para si funciona e faz sentido. «É uma caixinha de ferramentas para o dia-a-dia. Cada um usa as que quer». Descubra então que ferramentas são essas e como podem funcionar no seu filho, através dos oito princípios da Educação Intuitiva que Natália Fialho ajudou a trocar por miúdos:

    1- Preparação para o parto e para a maternidade/paternidade

    2- Alimentar com amor e com respeito

    3- Responder às necessidades emocionais da criança

    4- Promover o contacto físico

    5- Responder às necessidades nocturnas das crianças

    6- Garantir proximidade

    7- Praticar a disciplina positiva

    8- Procurar o equilíbrio entre vida familiar e pessoal




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    Palmadas...

    Pesquisas em educação infantil demonstram que mesmo a agressão leve é nefasta, prejudica e cria danos na auto-estima das crianças. Em Portugal os castigos corporais ás crianças SÃO PROIBIDOS POR LEI!

    Eu não sou perfeita, erro muitas vezes com meus filhos, e o meu auto-controle não é infalível, pelo contrário! Por isso procurei informações e resolvi partilhar com vocês...

    Não bater não significa deixar fazer tudo que os filhos querem, existem formas de impor limites e respeito que não são baseadas na violência. É um caminho difícil mas facilmente conseguimos ver como a mudança nas nossas atitudes tem efeito sobre a auto-estima dos nossos filhos.

    Recomendo a leitura de A auto-estima do seu filho deDorothy Corkille Briggs e

    Inteligência emocional: e a arte de educar nossos filhos de J.Gottman e J. DeClaire



    Existe uma confusão entre o efeito e o que se aprende de facto com as palmadas e outras agressões físicas. O sintoma que incomoda, a birra por exemplo, desaparece, a criança sente medo e pára, mas passa a ter novos sentimentos mais difíceis a enfrentar como a mágoa pela palmada, a frustração por não ser compreendido, o ressentimento por não ser ajudado pela pessoa amada, a impotência por ser mais fraco o medo de mais castigos, etc.

    Que tal substituirmos a palmada pela escuta activa da criança? Encarar a raiva dos filhos de maneira construtiva ajuda-os a aceitar todas a partes de si mesmo sem julgamentos negativos, é a base da auto-estima.


    PENSE 20 VEZES ANTES DE BATER

    1. Bater em alguém mais fraco é em si um acto de covardia.

    2. A palmada tende a ir perdendo seu efeito a longo prazo e a criança aos poucos teme menos a agressão física. A tendência dos pais é, então, bater mais e mais.

    3. A palmada não resolve os conflitos comuns às relações pais e filhos: muitas das crianças que apanham, mesmo sentindo-se magoadas e amedrontadas, enfrentam os pais dizendo que a "palmada não doeu", e o que era apenas uma palmadinha no rabo, acaba numa agressão física violenta.

    4. A palmada, aos poucos, pode afastar severamente pais e filhos, pois a agressão física, não faz a criança pensar no que fez, desperta-lhe raiva contra aquele que a agrediu.

    5. Os danos emocionais impostos pela agressão física são geralmente mais duradouros e prejudiciais que a dor física.

    6. Bater pode ser uma experiência traumática para a criança não apenas pela dor física, mas principalmente porque coloca em risco a credibilidade depositada por ela nos pais.

    7. Acriança não pode sentir-se segura se sua segurança depende de uma pessoa que se descontrola e para com a qual tem ressentimentos.

    8. A criança que apanha tende a verse como alguém que não tem valor.

    9. Aos poucos a criança aprende a enganar e descobre várias maneiras de esconder suas atitudes com medo da punição.

    10. A criança pode aprender a mostrar remorso para diminuir sua punição, sem no entanto senti-lo realmente.

    11. Para a criança a palmada anula a sua conduta: é como se ela tivesse pago por seu erro, e por isso pensa que pode vir a cometê-lo de novo.

    12. A palmada não ensina à criança o que ela pode fazer, mas apenas o que não pode fazer, sem que saiba ao menos o motivo. A criança só acredita ter agido realmente mal quando alguém lhe explica o porquê e quando percebe que sua atitude afecta o outro.

    13. O medo da palmada pode impedir a criança de agir mal, mas não faz com que ela tenha vontade de agir certo

    14. A palmada tem um carácter apenas punitivo, e não educativo; ela pode parecer o caminho mais fácil a ser seguido, porque aparentemente tem o efeito desejado pelos pais. É comum a criança inibir o comportamento indesejado por medo, e não pela convicção de que agiu de maneira inadequada.

    15. Muitas das crianças que apanham aprendem a adquirir aquilo que querem através da agressão física e, não raras vezes, apresentam na escola condutas agressivas com os colegas.

    16. Uma palmada, para um adulto, pode parecer inofensiva. Porém é importante saber que cada criança atribui um significado diferente ao facto de “levar umas palmadas”, podendo tornar-se uma experiência marcante em sua vida futura. Além disso, independente da intensidade do bater, o acto continua a se o mesmo: um acto de violência contra um ser desprotegido.

    17. Bater é uma forma de perpetuação da “cultura da violência” tão presente nas relações entre as pessoas nos dias actuais, ensina às crianças que os conflitos resolvem-se por meio de agressão física.

    18. Bater nos filhos muitas vezes acaba por gerar nos pais fortes sentimentos de culpa, o que os leva a procurar compensar sua atitude posteriormente “afrouxando” aquilo que procuravam corrigir.

    19. Bater é um atestado de fracasso que os pais passam a si próprios (Zagury, 1985) porque demonstram para a criança que perderam o controle da situação.

    20. O sentido da justiça está em fazer aos outros aquilo que gostaríamos que nos fizessem.Quando nós adultos agimos de maneira inadequada, não esperamos punição.


    Eu já dei uma palmada a Princesa, movida pela raiva e frustração e estava muito cansada, mas não serve de desculpa... Quem ama educa mas infelizmente bater é muito mais fácil que educar...

    Devemos ser o exemplo, sempre... uma criança agredida vai ser um futuro agressor...

    Tento não gritar, não bater, pois acredito ser importante resolver os problemas pelo dialogo.

    Ler sobre Attachment Parenting ajudou-me a estar mais ligada aos seus filhos e desenvolver a minha intuição, e ... a pedir ajuda quando estou cansada...





    Outro livro que recomendo e o Bésame Mucho do Carlos Gonzalez

    Sites onde procurei informação para escrever este post
    http://www.leisecacontrapalmadas.com.br/
    http://www.pediatriaradical.com.br/

    Recomendo também os encontros de educação intuitiva http://apilisboa.blogspot.com/ onde podem contar com o apoio da Natália Moderadora do Attachment Parenting International (Educação Intuitiva)

    E vocês já bateram nos vossos filhos? Como se sentiram? Como resolvem as birras?

    API Lisboa Educação Intuitiva

    A Educação Intuitiva chegou a Portugal!
    Se quiser saber mais consulte o blog http://apilisboa.blogspot.com

    No dia 11 de Outubro, as 10.30h realizar-se-á uma reunião do grupo API Lisboa em Cascais.
    Tema: Disciplina Positiva
    Mais informações através do email APILisbon@gmail.com

    Infelizmente não poderei comparecer... Mas aconselho vivamente!




    OS OITO PRINCÍPIOS DA EDUCAÇÃO INTUITIVA

    1. Preparação para o parto

    A ligação precoce com o bebé começa com a preparação pré-natal e a participação atenta e activa no parto.
    É possível tomar decisões fundamentadas sobre o tipo de parto que deseja e que irá ajudar a criar uma experiência positiva para si e para o seu bebé.

    COMPROMETA-SE A MANTER UMA RELAÇÃO FORTE COM O SEU COMPANHEIRO: Discutam antecipadamente a filosofia de educação. Independentemente de os pais viverem juntos, é muito importante que, ao tomar as decisões, as necessidades e bem-estar do bebé estejam em primeiro lugar.

    EDUCAÇÃO PRÉ-CONCEPÇÃO: Sempre que possível, prepare-se mental, física e espiritualmente antes de conceber uma criança. Leia, faça perguntas e tome muito cuidado consigo, seguindo uma dieta nutritiva e fazendo exercício regularmente.GRAVIDEZ: Crie um ambiente uterino pacífico evitando o stress. Os sentimentos e experiências da mãe afectam o bebé em desenvolvimento.

    DECIDA-SE POR UMA EDUCAÇÃO CONSCIENCIOSA: Aprenda e compreenda o que é ter um filho.

    ESTEJA ATENTA E ACTIVA DURANTE O PARTO DO SEU BEBÉ: Prepare-se, aprenda o que esperar e compreenda as opções que tem à sua disposição. Em geral, quanto menos invasivo for o parto, melhor para a mãe e o bebé.

    PARTICIPE EM AULAS DE PREPARAÇÃO PARA O PARTO E DE AMAMENTAÇÃO: São importantes para ajudar os pais a tomar decisões fundamentadas.

    2. Reacção emocional

    Compreender e responder de forma sensível às necessidades emocionais do seu bebé é a pedra basilar da Educação Intuitiva.
    Lembre-se de que chorar é a forma do seu bebé lhe dizer que está perturbado/a.
    Criar um laço ou ligação forte como seu bebé é mais do que simplesmente cuidar das necessidades físicas do bebé; inclui também passar tempo agradável interagindo com o seu bebé ou criança diariamente.
    O processo de ligação é consideravelmente potenciado quando os pais iniciam a brincadeira e interacções animadas.
    Não tenha receio de se apaixonar pelo seu bebé.As origens e motivos comuns para o choro incluem fome, cansaço, desconforto e solidão.

    Outros motivos para o choro são:
    1. Stress devido a excesso de estimulação
    2. Sentir o stress da mãe
    3. Necessidade de que lhe peguem ao colo ou o deitem
    4. Necessidade de contacto pele contra pele para se sentir seguro
    5. Gases e/ou cólicas
    6. “Muito necessitado” é um termo utilizado para descrever o temperamento de bebés que estão frequentemente irrequietos. Estes bebés podem necessitar de muito contacto físico próximo, movimento ou atenção afectuosa. Podem também ser sensíveis a um certo alimento sólido ou alimentos ingeridos pela mãe.

    3. Amamente o seu bebé
    A amamentação satisfaz as necessidades do bebé relativamente à melhor nutrição possível e contacto físico. A amamentação traz muitos benefícios para o bebé, a mãe e a sociedade, e é a forma mais natural de satisfazer a maior parte das necessidades físicas do bebé. Embora a amamentação seja a forma ideal de alimentar um bebé, os pais que não amamentam podem mesmo assim praticar a Educação Intuitiva. Encorajamos os pais que alimentam o bebé com biberão a adoptar comportamentos de "amamentação". Por outras palavras, pegue no seu bebé, fale-lhe e mude de posição enquanto dá o biberão. Evite a tentação de deixar o bebé só com o biberão, dado que o seu bebé irá beneficiar bastante com o seu contacto e colo.
    Vantagens para a mãe e família:
    1. Poupa dinheiro - o suficiente durante um ano para comprar um grande electrodoméstico
    2. Poupa tempo - não há leite para preparar ou biberões para lavar
    3. Prático em casa e em viagens
    4. Activa hormonas maternas que promovem comportamentos de ligação e acalmam a mãe
    5. Ajuda a mãe a descansar mais
    6. Ajuda a proteger a mãe contra o cancro da mama

    Vantagens para o bebé:
    1. Concebido biologicamente para o bebé humano, contém os nutrientes necessários e na quantidade adequada; é de fácil digestão
    2. Confere imunidade a certas doenças e viroses
    3. Protege contra alguns tipos de cancro, de acordo com as mais recentes investigações
    4. Mantém o bebé próximo da mãe e oferece conforto
    5. Ajuda a fortalecer os maxilares, olhos e a formação dos dentes
    6. Menor probabilidade de desenvolvimento de alergias· Evite reger-se pelo relógio ou calendário. Siga as pistas do seu bebé em vez do relógio ou do calendário.· O desmame é um processo mútuo determinado pela preparação do bebé e da mãe (“Desmame em cooperação”).
    O código da Organização Mundial de Saúde (O.M.S.) recomenda a amamentação até aos dois anos de idade, no mínimo.

    Se der o biberão, adopte comportamentos de amamentação:
    1. Pegue no seu bebé quando lhe der o biberão, nunca o deixe a só com biberão.
    2. Estabeleça um bom contacto visual nos momentos em que o seu bebé está atento e interessado.
    3. Mude de posição de um lado para o outro; isto ajuda a fortalecer os olhos do bebé.
    4. Fale ao bebé de forma carinhosa nos momentos em que lhe dá o biberão.

    4. Transportar o bebé ao colo; o contacto afectivo

    Transportar o bebé pegando-o ao colo ou utilizando porta-bebés de materiais suaves que mantêm o bebé próximo satisfaz as necessidades do bebé quanto a contacto físico, segurança, estimulação e movimento, que promovem o desenvolvimento óptimo do cérebro. Os bebés a quem é dado muito colo choram menos.
    O contacto afectivo através da massagem do bebé é uma outra forma excelente de acalmar o bebé e promover o seu desenvolvimento.

    · Dar colo ao bebé ajuda a satisfazer as necessidades do bebé de proximidade, contacto e afecto.· Dar colo ao bebé promove e reforça a ligação emocional dos pais com o bebé.

    · O movimento que resulta naturalmente de transportar o bebé ao colo estimula o seu desenvolvimento neurológico.· Os bebés choram menos quando transportados ao colo.

    · Pegar no bebé ao colo ajuda a regular a sua temperatura e ritmo cardíaco.

    · O bebé sente-se mais seguro.Se não transportar o bebé ao colo, esteja atenta:
    1. Dê colo ao seu bebé sempre que possível (especialmente se dá biberão).
    2. Evite a utilização excessiva de dispositivos para bebés (baloiços, chupetas,porta-bebés de plástico).

    · Transportar o bebé ao colo facilita as saídas e viagens.

    · Os bebés que recebem contacto afectivo através de massagem, colo e outras formas de contacto físico afectuoso ganham peso mais rapidamente, são mais calmos e têm um melhor desenvolvimento intelectual e motor.

    5. Partilhar o sono

    É importante ser receptivo às necessidades nocturnas do bebé.
    A API recomenda que se mantenha o bebé numa proximidade íntima, num ambiente de sono seguro. Em muitas culturas é considerado normal e espera-se dos pais que durmam com os seus filhos. Investigações recentes demonstraram que alguns dos benefícios incluem melhor qualidade de sono para as mães e risco reduzido de SMSI (síndrome da morte súbita infantil) para os bebés.
    A partilha segura da cama inclui um colchão segure e firme e pais que não consomem drogas ou álcool e que não fumam próximo do bebé. Se os pais não se sentirem confortáveis com a ideia de partilhar a cama, lembre-se que a chave é a proximidade íntima e receptividade às necessidades nocturnas do bebé.

    A partilha segura da cama* requer:
    1. Não fumar junto do bebé
    2. Não consumir drogas ou álcool
    3. Um colchão firme sem roupas de cama fofas nem animais de peluche
    4. Utilizar medidas de segurança tais como protecções na cama ou a colocação do bebé num local seguro na cama da família
    5. Evitar espaços de qualquer tipo, por exemplo, entre o colchão e a estrutura da cama ou guias laterais que podem facilmente deslizar para fora do colchão
    6. Nunca deixar o bebé numa cama de adulto sem supervisão7. Nunca colocar o bebé a dormir num sofá ou cadeira.

    * Para obter mais informações sobre os regulamentos para um sono partilhado seguro, visite o nosso website em www.attachmentparenting.org

    Vantagens para o bebé:
    1. Estudos indicam que as culturas em que os pais dormem com os bebés têm uma incidência reduzida de síndrome de morte súbita infantil (SMSI).
    2. Existem mais períodos de sono leve benéficos para criar um ritmo cardíaco estável e padrões respiratórios estáveis.
    3. A amamentação é mais bem estabelecida através de mamadas frequentes, que são facilitadas através da partilha da cama.
    4. Os bebés sentem-se quentes e seguros, por isso choram menos.

    Vantagens para os pais:
    1. Mais sono
    2. Melhora a duração e quantidade das mamadas
    3. A mãe preocupa-se menos com o seu bebé.
    4. Os pais desenvolvem uma ligação mais estreita com o bebé.


    Se partilhar a cama não resulta para si ou a sua família:

    1. Tente outras formas de dormir, especialmente se existirem irmãos mais velhos:

    a) Alcofa junto à cama
    b) Lado-a-lado: tire um lado da cama de grades e coloque a cama em segurança junto à cama dos pais
    c) Colchão, futon ou saco-cama no chão para os filhos mais velhos

    2. Estabeleça uma rotina agradável para ir para a cama:

    a) Reduza a estimulação desligando a televisão; antes de ir para a cama evite dar ao bebé/criança bebidas ou alimentos que contêm cafeína, tais como leite com chocolate, refrigerantes, chá ou chocolates.
    b) Ponha música suave.
    c) Dê um banho quente ao bebé/criança.
    d) Embale, leia e/ou cante para o seu bebé/criança.

    3. As crianças pequenas que têm a sua própria cama vão muitas vezes para a cama mais voluntariamente quando os pais se deitam com elas na sua cama até ficarem bastante sonolentas ou adormecerem. Muitos pais descobriram que os seus filhos rapidamente ultrapassam esta necessidade e acabam por ir para a cama sozinhos sem problemas.


    6. Evite separações frequentes ou prolongadas

    Os bebés possuem uma necessidade intensa pela presença física de pais afectuosos e receptivos. Através dos cuidados diários e interacções afectuosas formam-se fortes laços entre pais e criança. As separações frequentes ou prolongadas podem interferir com o desenvolvimento de ligações seguras.
    Tente manter as separações ao mínimo com um bebé pequeno que ainda não fale, e seja receptivo às necessidades do bebé relativamente à sua presença física. As separações longas podem provocar fases de desgosto e que podem afectar a ligação do bebé a si. Se as separações forem inevitáveis devido à sua situação, ajude o seu filho a adaptar-se a elas de forma gradual. Evite a "rotatividade de amas"; a continuidade de cuidados com uma ama constante e afectuosa é crucial. Se trabalha, pode exercer a Educação Intuitiva quando estiver em casa para ajudar a estabelecer novamente uma ligação ao seu bebé.· As separações frequentes e prolongadas podem prejudicar o processo de ligação e podem ter efeitos para toda a vida no desenvolvimento psicológico e emocional a longo-prazo do bebé.· Se as separações forem inevitáveis, é extremamente importante haver uma continuidade de cuidados com uma ama constante e afectuosa. Se tiver de deixar o bebé, assegure-se de que a ama faz das necessidades do seu bebé a sua prioridade máxima. Explique-lhe como pretende que ela trate e cuide do bebé. Faça a transição com bastante antecedência de modo a que seja um processo gradual e confortável para o bebé.

    · A “rotatividade de amas” - a troca frequente de amas - pode ser muito prejudicial ao processo de ligação.· Quando voltar a estar com o seu bebé, rodeie-o de amor, atenção e afecto. Isto ajuda o seu bebé a sentir o restabelecimento da ligação, o que fortalece a sua relação.

    7. Pratique a disciplina positiva

    À medida que uma criança cresce é necessário estabelecer fronteiras e limites.
    Disciplina positiva, métodos não-violentos e apoio afectuoso promovem o desenvolvimento do auto-controlo e empatia em relação aos outros.
    O que significa a palavra “disciplina”? Deriva da palavra “discípulo”, que significa aquele que segue os ensinamentos do seu mestre.
    Disciplinar é ensinar.

    O que é a disciplina positiva? A disciplina positiva começa com a compreensão de que o seu objectivo a longo-prazo é ensinar o seu filho a tomar decisões acertadas como criança e como adulto. Aprendem seguindo bons exemplos e modelos. Transforme-se no tipo de pessoa que quer que o seu filho seja.

    Como é que a Educação Intuitiva ajuda no processo de disciplina?
    A criança que é produto da Educação Intuitiva aprende que as suas necessidades serão satisfeitas de forma consistente e previsível.
    A criança aprende a confiar.
    A confiança é a base da autoridade, e uma figura de autoridade na qual se confia disciplina de forma mais eficaz.

    William Sears, MD
    1. A Educação Intuitiva constrói alicerces fortes. Uma criança que é criada com amor, empatia e afecto aprende a estabelecer fortes laços de confiança com os seus pais. Uma criança que tem uma forte ligação de confiança é mais fácil de disciplinar.
    2. Os pais são capazes de sentir empatia pela criança e compreender o seu ponto de vista.· É útil aprender as fases do desenvolvimento da criança para compreender o que é um comportamento normal, adequado do ponto de vista do desenvolvimento, de modo a poder reagir de forma adequada.
    Estes marcos do desenvolvimento incluem:
    1. nascimento até aos 6 meses
    2. 6 meses até ao ano
    3. 1 ano até aos 3 anos
    4. 4-5 anos
    5. pré-adolescente
    6. adolescente
    7. adolescência
    (O Gesell Institute of Human Development publicou uma série de livros para pais nas diferentes fases do desenvolvimento da criança escritos pelos médicos Ames e Ilg tais como Your One Year Old (A criança de um ano), Your Two Year Old (A criança de dois anos), etc. Muitos pais consideraram estes livros extremamente úteis. Visite a nossa loja e encomende estes e outros livros através do nosso website!)

    8. Mantenha o equilíbrio na sua família
    O equilíbrio é a chave para evitar o "esgotamento dos pais" e pode ser alcançado cuidando de si através de exercício, descanso e alimentação saudável. As necessidades de um bebé são intensas e imediatas, mas é possível alcançar o equilíbrio na satisfação das necessidades do bebé, assim como das necessidades de outros membros da família.· Independentemente de ser casado com vários filhos ou pai solteiro com um único filho, é importante recordar que encontrar o equilíbrio é a chave para uma vida familiar saudável. É importante que os pais não se isolem. Devem procurar sistemas de apoio dentro das suas comunidades. Isto pode ser alcançado criando um tipo de família alargada de amigos com ideias semelhantes ou participando em grupos de apoio de pais da API, que oferecem não só apoio como também a oportunidade para pais mais recentes de serem orientados por pais mais experientes.
    · Ser um pai recente muitas vezes exige ajudar a mãe a desenvolver uma relação com o seu recém-nascido. Durante os primeiros meses de vida, o bebé irá frequentemente ser a única preocupação da mãe. Certifique-se de que o pai é incluído nas actividades diárias do bebé. O apoio dos pais ajuda as mães a tornar-se mais confiantes e competentes no seu papel de mãe, e a ser bem sucedidas na amamentação.

    · É fácil sentir-se "esgotada" e "exausta" pelas exigências da maternidade. Os primeiros meses de vida do bebé podem ser muito intensos e consumir muito tempo. Tentem ser pacientes e sensíveis em relação às necessidades um do outro.

    · Seja criativo para encontrar formas de passar tempo com o seu cônjuge/companheiro sem comprometer as necessidades do seu bebé. Jantares à luz de velas ou um piquenique na sala de estar podem ser divertidos e ajudam os casais a estabelecer novamente uma ligação.

    · Tenha um amigo, familiar ou ajudante (um adolescente em que possa confiar), que o bebé conheça, que venha brincar com ele e entretê-lo, enquanto os pais têm algum tempo sossegado noutro ponto da casa. Leve-os consigo se sair.· Esta pessoa pode ajudar com o bebé, mas o bebé será confortado pela proximidade dos pais.

    · Compreenda que nos primeiros anos as necessidades do seu filho são mais intensas que nunca, e que “também isto passará”.

    · Todos os pais necessitam de apoio! Por vezes pode ser difícil aos pais encontrar o apoio de que necessitam. O aconselhamento profissional pode ser bastante benéfico para ajudar famílias a voltar a encontrar o equilíbrio e para estabelecer uma ligação a recursos ou outros serviços na comunidade.

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