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Parir em Paz

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Bebés Pelvicos - quando um bebé não dá a volta

O facto de um bebé não estar cefálico ( de cabeça para baixo ) não é motivo para marcar uma cesariana...

O parto vaginal continua a ser uma opção nos partos de nádegas a termo!

Resultado de um estudo de observação prospectivo na França e Bélgica. (Is planned vaginal delivery for breech presentation at term still an option? Results of an observational prospective survey in France and Belgium Goffinet, et al.,Obstetrics and Gynecology Volume 194, Issue 4 , April 2006, Pages 1002-1011).

Os investigadores compararam resultados entre as cesarianas programadas e os partos vaginais de nádegas planeados em 8.105 mulheres na França e Bélgica.
Conclusão: Das que planearam um parto vaginal, 71% tiveram êxito e não houve diferenças significativas nos resultados entre os partos vaginais e as cesarianas.
Fonte: ICAN - International Cesarean Awareness Network (http://www.ican-online.org/)

mais sobre Bebés Pélvicos
AQUI

Alguns links interessantes sobre o assunto:

http://www.birthinternational.com/articles/andrea13.html

http://www.breechbabies.com/

http://www.icpa4kids.com/webster_technique.htm

http://www.worldchiropracticalliance.org/tcj/2001/aug/aug2001l.htm

http://www.americanpregnancy.org/labornbirth/breechpresentation.html

http://www.e-familynet.com/artigos/articles.php?article=525

http://www.maternidadeativa.com.br/relato05.htmlhttp://parir.blogspot.com/2006/11/meu-beb-est-sentado-e-agora.html

Como virar bebés pélvicos:AQUI

Existem também vários obstetras que realizam uma manobra externa de
inversão do bebé



Por isso NÃO DESISTA DE TER O SEU BEBÉ POR VIA VAGINAL!

Parto pelvico das Indias

"o parto (pelvico) de uma maneira geral, transcorre espontaneo, sem contratempos, sem qualquer artificio estranho. Entre as silvicolas entrevistadas não há lembrança de criança que tenha morrido por retenção de cabeça. O fato repercutiria através dos tempos e marcaria o folclore indígena em historias repetidas em sucessivas gerações.

1 - a posição agachada alarga o canal vaginal em todo o seu diâmetro. Canal mais aberto, menos risco de prender a cabeça.

2 - O peso do corpo da criança ao sair, dirigido para baixo, exetuca moderada e suave tração que colabora para a complementação espontânea do parto.

Acreditamos no que a experiência de algumas dezenas de casos nos mostrou: não havendo contra-indicação (que o médico sabe perceber) o parto espontâneo se cumpre sem colaboração estranha. Os riscos de complicações para a mãe e para o feto são muito menores do que se esses partos fossem todos cesáreas.

Indias da mata não têm medo de apresentação de nádegas. Simplesmente não fazem nada, não atrapalham a natureza, deixam a criança nascer. Sabem que na maioria dos casos nascem bem..."

(trecho do livro: "Aprenda a Nascer e Viver com os Índios" - Moysés Paciornik - paginas 67-68)

Exercícios para virar bebés pelvicos

Existem alguns exercicios que se pode fazer para ajudar a virar bebés pelvicos.
alguns exercicios do livro da Janet Balaskas
1- a gravida deve de ficar em posição de cachorrinho (de quatro) por 10min, várias vezes ao dia.
2 -deitar a gravida numa pilha de livros, colocando-os por baixo do rabo, e permanecer nessa posição por alguns minutos. Nesses exercicios as chances do bebe virar são muito grandes, algo em torno de 90%.

Outra dica, escuta o teu corpo corpo, conecta-te com o teu filho, medita e conversa com o bebe.

. Podes usar uma luz também, proximo da barriga, na parte de baixo, irá causar interesse no bebê fazendo com que vire.

A partir da 37º semana há uma leve diminuição na quantidade de liquido aminiótico, é por isso que fica mais dificil do bebê virar, mas, não impossivel. Antes disso, há bebés que ficam cefalicos durante o trabalho de parto.

De acordo com a Dra. Betina (ONG Amigas do Parto) o parto pelvico tem algumas particularidades: " o Feto pélvico: em mulheres que já tiveram um parto normal e o feto não é excessivamente grande pode-se tentar novamente a via vaginal; porém, naquelas que nunca tiveram um parto vaginal é aconselhável fazer cesariana, pois não se sabe se a bacia da mãe é compatível com a passagem da cabeça do feto. Existe uma técnica para a rotação do feto para a posição cefálica que atualmente pode ser feita sob visão do ultra-som com bastante segurança, mas nem sempre se tem sucesso. Sua realização deve ser discutida com seu médico." - retirado do site da ONG Amigas do Parto.

Na comunidade do orkut (GO Baseada em Evidencias) da Dra. Melania tem um topico sobre parto pelvico muito bom, com várias pesquisas inclusive.

Alguns links interessantes sobre o assunto:
http://www.birthinternational.com/articles/andrea13.html
http://www.breechbabies.com/
http://www.icpa4kids.com/webster_technique.htm
http://www.worldchiropracticalliance.org/tcj/2001/aug/aug2001l.htm
http://www.americanpregnancy.org/labornbirth/breechpresentation.html

Encontrei alguns exercicios no site da Ronnie Falcão, parteira americana:

1. Deitar-se de costas (barriga pra cima) sobre uma tábua ou similar, usando almofadas . O ideal é que essa diferença de altura seja de uns 40 graus, mais ou menos. Praticar varias vezes ao dia.
2. Musica para o bebê. Coloca musica na parte baixa da barriga (proximo a bacia).
3. Coloca uma luz bem forte proximo a barriga, na parte de baixo. Ou até mesmo, entre as pernas. Pode ser uma abajour ou lanterna.
4. Conversa com o bebê. Pede a alguem conhecido, falando bem proximo a barriga, dizendo-o para se virar, de maneira suave e carinhosa, encostanto a boca bem proximo a pele, na parte de baixo da barriga.
5. Se tudo isso não funcionar, pensa na possibilidade de realizar a manobra durante o trabalho de parto. Nesse caso, o médico aplica uma droga para relaxar o utero e com as mãos empurra o bebê, desvirando-o.
Espero que resulte! Podem sempre contactar-me para mais dicas ou sugestões!
Boas escolhas!

Quando o bebé não dá a volta

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Catarina Pinto e Ester Casal (Hospital Garcia de Orta)

Uma das preocupações dos pais à medida que se aproxima o final da gravidez é saber se o bebé «já deu a volta». E se não chegar a virar-se de cabeça para baixo? Como será o parto?

O bebé em apresentação pélvica é aquele que se encontra longitudinalmente no útero materno, com a cabeça junto ao fundo uterino e as nádegas ou os pés junto ao canal de parto. Esta situação acontece em cerca de 3 a 4% das gestações de termo (entre as 37 e as 41 semanas).

Independentemente da via de parto - parto vaginal ou cesariana - sabe-se que o risco de morte destes fetos antes, durante e após o parto é cerca de duas a quatro vezes superior relativamente aos fetos em apresentação cefálica.

Este risco atribui-se à maior percentagem de malformações fetais, parto pré-termo e prolapso do cordão, durante o trabalho de parto, associados a este tipo de apresentação fetal.

Por que é que o bebé não «deu a volta»?
Na maioria dos casos não se sabe a razão pela qual os bebés adoptam a posição pélvica no útero materno, mas existem situações mais frequentemente associadas a esta situação:

- Prematuridade. Quanto mais pequeno for o feto, maior é a área de mobilidade in útero, pelo que não sente necessidade de se acomodar ao útero materno, posicionando-se mais frequentemente com a pélvis junto ao canal de parto.

- Malformações uterinas ou massas pélvicas. No caso de miomas, aderências ou alterações anatómicas do útero materno, bem como aumento de volume dos ovários ou trompas, por formações quísticas ou outras, os fetos podem ter necessidade de adoptar posições mais confortáveis do que a vulgar apresentação cefálica.

- Malformações ou anomalias fetais. Fetos com lesões ou malformações ao nível do cérebro, nervos, músculos ou membros apresentam menor capacidade de mobilização dentro do útero, impedindo-os de se posicionarem de uma forma mais adaptada à cavidade uterina;

- Multiparidade. Em grávidas já com um ou mais filhos, a capacidade de distensão uterina é maior, pelo que os fetos têm a capacidade de adoptar diferentes posições igualmente confortáveis.

- Gravidez gemelar. No caso de gémeos, o espaço dentro da cavidade uterina tem que ser partilhado, pelo que por uma questão de aproveitamento da área existente, um dos fetos pode apresentar-se pélvico;

- Anomalias no volume do líquido amniótico. Em casos de líquido amniótico aumentado na bolsa onde o feto se encontra, a capacidade de mobilização fetal é bastante maior, não havendo necessidade de adaptação da cabeça ao canal de parto. Quando o líquido se encontra reduzido, o feto tem mais dificuldade em mobilizar-se, pelo que se torna complicado «dar a volta» e colocar-se de cabeça para baixo.

- Tipo de inserção da placenta. Situações em que a placenta se encontra prévia, ou seja, a tapar o orifício de saída do útero, pode existir dificuldade na adaptação da cabeça fetal ao canal de parto, bem como uma menor mobilidade fetal pela posição baixa de inserção do cordão umbilical.

Diferentes posições
Os bebés pélvicos podem apresentar três posições distintas no útero materno:

- Modalidade Incompleta Modo de Nádegas. Esta é a posição mais comum dos fetos pélvicos, encontrando-se em 50 a 70% dos casos. Apresentam as coxas flectidas sobre o abdómen e as pernas em extensão, de forma a que os pés se encontrem junto à sua face.

- Modalidade Incompleta Modo de Pés. Na segunda posição mais frequentemente encontrada (10 a 30% dos casos), pelo menos um dos membros inferiores apresenta-se em extensão total, com o pé junto ao canal de parto.

- Modalidade Completa. Esta é uma situação rara (5-10% dos casos), em que as coxas e as pernas do bebé se encontram igualmente flectidas, de forma a que ambos se encontrem junto ao canal de parto;

Vigilância da Gravidez
A vigilância da gravidez para um bebé pélvico é igual à de qualquer outra gravidez. No entanto, é fundamental conhecer a situação antes do parto para que tudo seja planeado da melhor forma, quer para o feto, quer para a mãe.

Assim, a consulta das 36 semanas é imprescindível para a confirmação da posição fetal, a qual, na maioria das situações, se mantém até ao momento do parto. Esta pode ser conhecida através da palpação fetal via abdominal materna, do toque vaginal e da ecografia que, em última análise, confirma inequivocamente a posição do feto.

Além da posição, a ecografia é imprescindível para o diagnóstico da modalidade do pélvico e cálculo da estimativa do peso fetal, as quais terão implicações na decisão da via de parto.

Ao confirmar-se a existência de um feto pélvico, sem malformações aparentes e sem contra-indicações para parto via vaginal, por volta das 37 semanas, é possível tentar reverter a situação, ajudando o feto a posicionar-se de cabeça para baixo, com uma pressão e manipulação fetal via abdominal materna.

Esta técnica obstétrica, chamada Versão Externa, é realizada por um obstetra experiente em meio hospitalar, sob monitorização fetal contínua (CTG), após administração de um relaxante muscular uterino, no sentido de facilitar a manobra.

A taxa de sucesso ronda os 60%, encontrando-se dependente da experiência do obstetra, da quantidade de líquido amniótico, do panículo adiposo abdominal materno, da paridade materna (número de partos anteriores), da idade gestacional, da posição do dorso fetal, da modalidade da apresentação e da inserção placentar.

Após uma Versão Externa eficaz, a taxa de retorno do feto à apresentação pélvica, nos dias subsequentes, é da ordem dos 3 a 5%.

Importa salientar que, apesar de esta técnica ter benefícios, os riscos podem existir num pequeno número de casos, obrigando à suspensão imediata da técnica e, por vezes, a uma cesariana de emergência.

Destes, destacam-se a rotura de membranas, o descolamento placentar, as hemorragias feto-maternas, a compressão do cordão umbilical e as lesões fetais ósseas ou viscerais.

Como Nascem os Fetos Pélvicos?
A melhor forma de nascimento para os fetos pélvicos tem sido alvo de grandes controvérsias obstétricas, desde há vários anos, pelo que os estudos científicos não têm parado no sentido de apurar quais os riscos e benefícios materno-fetais, inerentes às duas possíveis vias de parto (parto vaginal ou cesariana).

Assim, na sequência do primeiro grande estudo multicêntrico realizado a nível Mundial (Term Breech Trial), em 2001, o Colégio Americano de Ginecologia e Obstetrícia (ACOG) recomendou a realização de Versão Externa sempre que possível e, caso não fosse eficaz, a realização de cesariana programada nos fetos pélvicos, excepto em caso de parto eminente ou em gestações gemelares com o segundo feto nesta apresentação.

A razão desta decisão prendeu-se com os resultados talvez prematuros do dito estudo que revelava uma morbimortalidade perinatal superior em caso de parto via vaginal.

Depois destes resultados publicados e da recomendação emitida pela ACOG, o número de cesarianas por apresentação pélvica aumentou exponencialmente, deixando para trás a via vaginal, a qual se tornou uma raridade nos últimos cinco anos.

Os estudos científicos não pararam e muito se tem contraposto relativamente aos resultados polémicos do Term Breech Trial. As contestações científicas têm sido variadas, pondo-se mesmo em dúvida a forma como o referido estudo terá sido realizado e estruturado.

Os resultados científicos mais recentes publicados a longo prazo em termos de morbimortalidade infantil e desenvolvimento psico-motor das crianças que foram fetos pélvicos, não revelam diferenças estatisticamente significativas entre as duas vias de parto, não podendo ser esquecido o maior risco materno no grupo das cesarianas, inerente a uma cirurgia.

Na sequência dos novos conhecimentos, a ACOG reformulou as suas recomendações em caso de fetos pélvicos, readmitindo a hipótese de parto via vaginal, desde que respeitados criteriosamente requisitos impostos pela mesma.



retirado da revista Pais&Filhos

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